lembro-me da praia, da primeira vez que pisei na areia, da onda que pousou sobre meus pés, há muita gente que resolve entrar em sua fantasia, mas não todos. resolvi abandonar-me como aquela onda , a maré, as inconstâncias gravitacionais, à mercê da lua e do vento. sim, poderia dizer a você que estou inundada daquele azul imenso do começo de tudo que está em mim, ou ceder aos sons que me invadem, dizendo que somos resultado de nossa infância, mas não tenho saudade da minha, e por vezes me vejo em lugares que nunca fui e me acompanham pessoas que nunca vi, mas que me sorriem como se fosse amada, me vejo bem mais velha do que sou realmente, tenho visões distorcidas do que me rodeia. acho que você não existe, e que quando quer brinca comigo, como um cão que encontra uma boneca velha sem uso, como podemos perder tanto assim?
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