quinta-feira, 4 de junho de 2026

mouro

ele está perdido em areia movediça, o cavalo que monta é inteiro e arisco e foi batizado pelo tempo. prefere a liberdade à gaiola em que habito, ri de minha loucura, desdenha de mim e diz que tudo é besteira. talvez tenha razão e ainda assim, mesmo se voltando para o deserto silencioso, sigo amando meu mouro, quem dera meu. só queria me livrar de tudo isso. quem sabe, em silêncio, ele cavalgue nas areias de minha ampulheta.

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