hoje lembrei de uma noite estranha, os dois entorpecidos, sem quem nos velasse ou olhasse por nós, a visão de corpos sangrando e saindo pelas paredes daquele quarto de subúrbio, eram seus olhos arregalados me fitando com desejo e fúria, eram suas mãos me apertando e seu sexo me invadindo. agora, vejo sua imagem, mesmo de olhos fechados, intocada pelo tempo, o cheiro de éter está por todo lado e sua boca ainda sorri, sem abandonar a minha.
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